Você tem o costume de medir a sua pressão arterial? Se sim, você está colocando o seu braço na posição correta? Pesquisadores afirmam que isso faz diferença no resultado da análise.

Em um novo estudo, cientistas testaram os resultados de diferentes posições dos braços nas pressões sistólica e diastólica. Quando o braço está apoiado sobre o colo, por exemplo, a medição pode indicar uma pressão mais alta do que o número real.
A pressão sistólica representa a pressão que o sangue aplica contra as paredes das artérias quando o coração bate, enquanto a diastólica é a pressão entre batimentos.
Para determiná-las com precisão, os médicos recomendam que a leitura seja feita com as pernas descruzadas, pés apoiados no chão, costas apoiadas e meio do punho posicionado na altura do coração.
Na hora da medição em pacientes, é utilizada a unidade de medida milímetros de mercúrio (mmHg) para indicar a pressão arterial. Portanto, quando dizem que uma pessoa tem a pressão 12 por 8, significa que 120 mmHg é a pressão sistólica, ou seja, máxima. A diastólica (mínima), por sua vez, é de 80 mmHg.
No estudo, enquanto os participantes estavam com o braço no colo durante a medição, as pressões se mostraram, em média, 4 mmHg mais altas do que quando aferido conforme recomendado. Já o braço pendurado ao lado do corpo gerou pressões 7 mmHg mais elevadas.
Existe uma explicação para a diferença?
Os especialistas apontam diversos motivos que podem estar por trás da pressão superestimada. Uma das explicações é que a distância vertical entre o punho e o coração aumenta com o braço pendurado ou no colo, o que eleva a pressão hidrostática (força exercida por conta da gravidade) da principal artéria do braço.
Ademais, o retorno venoso diminui nessas posições, o que causa uma compensação na circulação sanguínea que aumenta a pressão arterial. A falta de apoio do braço pode levar à contração muscular e a um crescimento breve dessa pressão. As informações são da Revista Galileu.