Pele brilhante, sem manchas e com aparência tão perfeita que faz parecer estar usando filtro do Instagram. Não é sonho, mas sim a proposta do BB Glow, novo procedimento que está ganhando popularidade nos últimos meses.
De origem coreana, o método consiste na aplicação de soros, séruns e pigmentos no rosto por meio de sessões de microagulhamento, uma espécie de rolinho ou caneta com agulhas que causam pequenas lesões na pele, por onde os componentes são absorvidos.

O objetivo do procedimento é deixar a pele homogênea, camuflando olheiras, manchas de sol, melasma e amenizando as linhas de expressão.
O microagulhamento provoca uma substituição de pele, removendo alguns pedacinhos do tecido e trazendo outros mais saudáveis, dando um aspecto melhor, com poros fechados.
No entanto, as agulhas usadas no procedimento devem ser descartáveis e estar em embalagem lacrada, para não haver o risco de contaminação.
Além disso, especialistas ressaltam que o método deve ser usado com moderação e após a realização do tratmento, é necessário tomar alguns cuidados, como evitar a exposição ao sol nos primeiros 15 dias e não esfregar a pele.
“Normalmente, a gente recomenda utilizar cremes de ação reparadores para a pele e filtro solar“, aponta a dermatologista Fátima Tubini.
O BB Glow não possui comprovação científica de seus benefícios, mas tem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pode ser aplicado por biomédicos e esteticistas.
A técnica, ademais, pode causar algumas complicações, como alergias e inflamação da área, levando ao surgimento de manchas e cicatrizes nas perfurações.
Joana Darc Diniz, dermatologista e diretora Científica da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, ressaltou um dos principais perigos e apontou a importância da escolha de um profissional adequado.
“O problema maior que vejo é que no Brasil o procedimento está sendo realizado por profissionais de áreas muito distintas, sem qualificação profissional, que utilizam agulhas mais profundas e, o que é mais grave, com pigmentos inapropriados. Além disso, o resultado aparente de uma pele com viço, brilho e uniforme pode mascarar uma situação dermatológica que exija tratamento médico”, listou ao jornal CNN Brasil.
A técnica também é contraindicada para pessoas com diabetes, hipertensão, queloides, herpes ou lesões na pele, gestantes ou lactantes e quem faz tratamento regularmente com anticoagulantes.
O procedimento dura de seis a 12 meses e o número de sessões necessárias variam. Os resultados podem ser diferentes, como a maioria dos procedimentos estéticos, devido aos tipos de pele, número de retoques e produtos usados.